A cretinice anda à solta em Mirandela

Nos últimos tempos, a cretinice tem assentado arraiais em Mirandela. Primeiro foi o bullying de que foi vítima Leandro que convocou os holofotes; agora é a vez de Bruna Real, a professora que posou para a Playboy.
Nestes dois casos, o que há verdadeiramente a lamentar é a actuação da Câmara Muncipal.
No primeiro caso, a direcção da escola e os docentes foram ilibados pelo Ministério da Educação de qualquer responsabilidade. Como o pessoal não docente depende da Autarquia, esta, à falta de mordomo, instalou um processo disciplinar ao porteiro por este não ter impedido a saída dos alunos durante o seu turno. Podia contar-vos várias histórias de como, no meu tempo, se iludiam os porteiros e se comiam diariamente Fás e Petas Zetas comprados na mercearia. Como acredito que todas e todos nós temos histórias semelhantes, poupo-vos a essa incursão histórica.

Já no caso da professora Bruna Real, a Câmara Municipal, responsável pela contratação de docentes de actividades extra-curriculares (AEC), decidiu agir e a Vereadora da Educação, Maria Gentil, tomou as seguintes decisões:

«Na sequência do alarme social provocado pelos notícias, tomei a decisão de afastar a professora do contacto dos alunos e de toda a comunidade escolar, não podendo assim exercer mais a sua actividade lectiva este ano».

«Como estas contratações são feitas anualmente pela Câmara Municipal, informo já que no próximo ano lectivo a professora não será contratada».


Por sua vez,
o director do Agrupamento de Torre de Dona Chama, onde a professora leccionava, perora dizendo:

«Estamos a fechar o ano lectivo, mas aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de professora e de educadora. Não é uma atitude correcta e em nada pode ajudar a relação com os alunos e muito menos com os pais, que têm ouvido muitos comentários».


Devo ter andado distraída porque me escapou a notícia da criação de uma nova polícia dos costumes, com poderes descentralizados pelas autarquias e agrupamentos escolares. É que nada disto faz sentido: se a professora, no âmbito da sua actividade profissional, é competente e cumpridora, como pode a entidade empregadora despedi-la invocando actos que são do foro privado e que não constituem crime à luz da lei?
O que, do meu ponto de vista, é motivo para «alarme social» é o facto de as autarquias contratarem professores a recibo verde, para além de estarem cheias de gentinha deste calibre, que sendo detentora de cargos públicos os usa para impôr a sua moral púdica. (E também ninguém me tira que se a contracena das fotos tivesse sido com um homem o «alarme social» seria menor. Mas isto sou eu a pensar).

De todas as notícias que li ficou-me ainda esta perplexidade:

A imprensa diz que a revista Playboy deste mês esgotou em Torre de Dona Chama. Que a Playboy chegue a uma freguesia com 1386 habitantes já acho extraordinário; que ela esgote é, sem dúvida, a confirmação de Torre de Dona Chama como capital portuguesa do erotismo.

Tenho saudades do tempo em que quando me falavam de Mirandela a primeira coisa de que me lembrava eram as alheiras. Agora, infelizmente, quando me falam de Mirandela o que me vem imediatamente à cabeça é a cretinice do poder autárquico.

23 comentários:

Miguel Cardina disse...

clap clap!

Paz disse...

Desde quando é que posar nu numa revista que se vende nas bancas da paróquia onde se é prof é um acto do foro privado??

Zé Miguel disse...

Não esquecer as mães de Bragança!

Andrea Peniche disse...

Paz, posar nua ou vestida é um acto do foro privado pelo menos desde que há paróquias revistas.

Frederica Jordão disse...

Quando o Papa calça Prada, há tolerância de ponto; já quando o Diabo despe Prada...
De facto, as terras de Mirandela andam, nos últimos tempos, peritas em atirar ao lado: depois da morte de uma criança por falta de vigilância, condena-se um funcionário da escola; quando uma mulher, que acontece de ser professora numa escola básica, se despe para uma revista, é expulsa por suposta incompatibilidade de "funções". Tudo muito certo.
Para quem está daqui a ver, contudo, os arrazoados moralistas de funcionárias/os camarárias/os e directores de agrupamentos escolares só denotam como a cultura pública a que nos habituamos é tão determinantemente marcada pela vigilância mesquinha, pela inveja e pelo fanatismo.
Um dos erros fanáticos que concorrem para este triste espectáculo mediático é que as/os responsáveis públicas/os tenham feito por esquecer de que modo tiveram as crianças, alunas da escola, acesso às revistas; as crianças têm uma sexualidade e praticam-na e mesmo que o trânsito das imagens não tenha sido feito no contexto de uma sexualidade ululante, as crianças são fundamentalmente amorais e aquilo que chocou (alguns) pais, mães e educadores/as não passou para essas crianças de um episódio cómico que, como se referia um blogue algures, deu que falar durante três semanas e foi esquecido logo de seguida.
O argumento de que a função das professoras e dos professores é não só ensinar mas também educar, aqui não colhe; a selectividade quase científica com que as/os encarregadas/os de educação em Portugal escrutinam e decidem dos parâmetros dentro dos quais devem educar os/as professores/as educar as suas crianças é, no mínimo, hilariante porque se baseia no "quando e como convém".
Que, a partir de concepções sacralizadas do corpo enquistadas numa cultura privada à qual não são alheios valores religiosos, responsáveis públicos/as dêem esse passo interdito de condenar na esfera pública aquilo que acontece na esfera do privado, é merecedor de repúdio e de condenação. Se os sindicatos não reagirem será uma grande desilusão, confesso. Já sei: que vá lavar escadas...
Uma palavra de apoio e apreço a Bruna Real: apareceu quando e como tinha de aparecer e tem-se furtado condignamente à queima das bruxas. "Mulher na democracia não é biombo de sala".

polittikus disse...

é triste, muito triste este país dos pequeninos...

Anônimo disse...

Não se preocupem com essa professora.
Em Alijó (concelho bastante próximo de Mirandela) no passado ano leccionou um professor de Música (a recibos verdes como é hábito nas AEC's). Veio-se a descobrir que o dito "professor" adorava sentar as alunas ao colo e fazer outras coisas menos próprias. Depois de apurados os factos ele foi expulso desse agrupamento de escolas (no maior anonimato: coitadinho! o que iriam dizer as pessoas que o conhecem?!).
Soube recentemente que esse "professor" agora lecciona em Carrazeda de Ansiães (concelho vizinho de Alijó)! A minha questão é, como foi isso possível? está bem que uma câmara é PS outra PSD, mas não se deveria sondar antigos patrões antes de contratar alguém? E ninguém em Carrazeda se perguntou o porquê de um professor trocar sua área de residência e se deslocar diariamente por estradas sinuosas para dar aulas?
Por isso não se preocupem com esta senhora... Amanhã já ninguém se lembra disto!

Alex disse...

Mais um exemplo de algo que não é novidade nenhuma: a sexualidade da mulher não é questão do foro privado, diz respeito a ela, á familia, á comunidade ao conego e á autoridade patronal. Ainda que bem que não veio o feminismo liberal dizer que ela se estava a instrumentalizar nessas fotos, neste caso veio primeiro a solidariedade de género (:

Rombo no Polvo disse...

(cá está Alex...)
Peço especialmente às outras mulheres deste blog que escrevam a sua opinião, por favor!
Expliquem-me como se eu fosse muito burra:

1 - vocês não acham que, (apesar de haver concerteza exemplos de mulheres equilibradas e felizes dedicando a sua vida à exposição sexual), esta é, na sua esmagadora maioria, uma nova versão de NEOMACHISMO (como lhe chamou uma reportagem bem feita da SIC) que, tal como o "antigo" machismo da repressão, tem a adesão de inúmeras mulheres desesperadas por agradar aos homens A QUALQUER CUSTO? Não é então, na maioria dos casos, + uma forma de grotesca subjugação da mulher perante o homem? Senão... porque é que cada caso pessoal, falado na intimidade, parece tanto só + um caso disso?? UM SER SEXUALMENTE FELIZ NÃO É SÓ FELIZ SEXUALMENTE?... OU CHEGA A PONTOS DE REDUZIR TODA E QUALQUER ATENÇÃO SOBRE SI AO TEMA "SEXO"???? (li que a rapariga se queixava disso, curioso!)

2 - As mulheres que defendem este tipo de situações é porquê?
. Vergonha de admitir que se possam sentir vexadas e inseguras (sim senhor, como não?) e medo de serem gozadas pelos homens?
. Querem defender-se por sofrerem ataques do género porque têm opções de vida parecidas e nesse caso, pergunto se são mesmo felizes com a sua opção.
. Ou é outra razão?

3 - Até onde é que acham que deve chegar a (pseudo) liberdade sexual? (é que LIBERDADE TOTAL NÃO EXISTE A PARTIR DO MOMENTO EM QUE FUNCIONAMOS EM COLECTIVO; estaremos sempre a falar do aqui e do agora porque viver no Irão seria concerteza diferente) Isto quer dizer que posso provocar um homem à grande e à vontade e ainda assim acusá-lo se ele não se contiver??

4 - (Andrea) "Pior do que comprarem uma revista para adultos é haver quem a venda. É que estamos a falar de miúdos do 1º ciclo." e "as maçãs são como as mulheres: as + difíceis são as melhores"... então em que é que ficamos?...

5 - Se a rapariga não mistura as 2 actividades porque é que se apresenta a dar aulas com um decote a rebentar pelas costuras? para os alunos prestarem atenção à matemática? eu não perceberia 2+2!! Sempre que ela estivesse à minha frente a exibir-se, não só durante as 3 semanas da polémica!

Agredecia resposta até porque anseio por que me provem o contrário. A minha experiência é isto que me diz. Por isso deixei de acreditar nas novelas tolas que faziam parecer que era só um acto de descontracção andar demasiado "descascada" e, antes de começar a matar homens abusivos, deixar de me expor aos abusos e desenvolver-me + interessantemente que um ser meramente sexual... :)

Andrea Peniche disse...

Cara Rombo de Polvo,

Tenho alguma dificuldade em perceber algumas das ideias que articula e por isso vou tentar responder ao que me parece que foi perguntado/insinuado, partindo do pressuposto de que faz o seu comentário de boa fé e não como uma provocação.
O feminismo não é uma teoria-acção contra os homens, mas contra o patriarcado. Nessa batalha, há aliadas e aliados.
Não divido o meu mundo em amigos e inimigos e muito menos em homens e mulheres. A complexidade (e também a simplicidade) agrada-me, mas detesto o simplismo.
Os referentes da minha vida não são os homens e muito menos a minha razão de viver é agradar-lhes. Os referentes são múltiplos e há homens e mulheres neles incluídos. E, satisfazendo a sua mórbida curiosidade, nunca posei, com roupa ou sem ela, nem para a Playboy nem para a Signs. Mas acho, porém, que qualquer pessoa tem o direito de o fazer, por prazer ou dinheiro, e sobretudo acho que nenhum patrão tem o direito de despedir quem quer que seja baseando-se em apreciações morais sobre as escolhas privadas das pessoas fora do horário de trabalho.
Como professora Bruna se apresenta a dar aulas não sei, mas desconheço que tenha sido alvo de alguma acção disciplinar por parte da direcção da escola. Há alguma coisa que a Rombo de Polvo saiba que não tenha vindo na imprensa?
Quanto ao «em que é que ficamos?», apesar de o cu não ter a ver com as calças, remeto-a para os comentários do sítio onde foi buscar essa citação. Aí encontrará a sua resposta, como bem sabe.
Relativamente às provocações que diz que as mulheres fazem aos homens, partindo do princípio que elas não só existem como devem ser assim entendidas, todas e todos temos obrigação de nos contermos. É isso, a racionalidade, que nos distingue como humanos e que torna a vida em sociedade possível. Parece-me excessivo partir do princípio de que a forma como as mulheres se vestem, ou despem, deva ser considerado uma provocação que tem os homens como destinatários. Primeiro, porque é sempre um erro confundir a excepção com a regra; segundo, porque acho que a esmagadora maioria dos homens não é assim grotesca nem bestializada que justifique que alguém os eleve a alvo de uma provacação dessa natureza; terceiro, porque não me parece aceitável que a forma como nos vestimos justifique que sejamos abusadas ou que corramos perigos, nem aceito que ela me condicione nos meus movimentos e nas coisas que gosto de fazer; quarto, porque me parece também que a maioria das mulheres existe por si e não em função dos outros.
Mas eu falo das mulheres que conheço, daquelas que são minhas amigas para além do FB.

Rombo no Polvo disse...

Nada como as próprias palavras e citações da pessoa: "todas e todos temos obrigação de nos contermos. É isso, a racionalidade, que nos distingue como humanos e que torna a vida em sociedade possível." e «A liberdade do mercado permite-nos aceitar os preços que nos são impostos».

Não são provocações baratas, são inquietações e dúvidas sobre o que se leva a peito e que muitas vezes põe algum outro em causa, é só que desta vez foi a Andrea e o FB não pode servir só para quando dá jeito... por isso gostava de ter visto as respostas + directas porque acabei por não ver respostas à 2...

As razões das pessoas ninguém as pode tirar. Só me quero certificar de que são verdadeiras e não que as pessoas estão a fazer um papel de muito seguras que conseguem qualquer coisa que parece que o resto das mortais tem grande dificuldade, pois naturalmente, ou não viveríamos nós ainda em pleno machismo patriarcal...

Andrea Peniche disse...

Teria todo o gosto em continuar esta discussão. Mas, já que me anda a espiolhar, podia identificar-se. Essa é a condição para que haja igualdade na discussão. É que eu também gosto de fazer citações, mas para que isso seja possível, tenho de saber quem citar.

Diogo Augusto disse...

Rombo de Polvo, isso aí no SIS é como a gente vê nos filmes sobre a CIA?

Rombo no Polvo disse...

Andrea, garanto que a intenção é tão só debate com tentativa de compreender uma perspectiva diferente, até porque se outras mulheres andam tão bem por cima da água, eu tb quero desse remédio, já que a mim brotam-me imensas contra-indicações...

Vou enviar-lhe uma msg no facebook para que me conheça e só tenho esta outra identidade (que todos os meus amigos e conhecidos conhecem :) por questões laborais. Até já.

Rombo no Polvo disse...

Já tá. Mais... embora mais hetero, sou tendente a bi, daí que em geral as mulheres atraentes não me fazem impressão nenhuma! :)

E embora seja considerada uma mulher bem bonita, tb tive que aprender a gostar do que recebi de mão beijada e hoje em dia adoro-me; tive algumas oportunidades para viver da imagem e recusei sempre desde os 15 anos (nem sempre é fácil quando se vê outras a subir assim e o € a não chegar); portanto o argumento da inveja não me serve muito... :)

Andrea Peniche disse...

Rombo no Polvo, já vi quem és! :)
Sê bem-vinda à Minoria Relativa. O debate que lançaste é interessante e importante e hás-de ver que por aqui não faltarão oportunidades para irmos aprofundando o tema. Correndo o risco dos meus companheiros e companheiras de blog me torcerem o pescoço por falar em nome colectivo, espero que continues a visitar-nos e a comentar o que escrevemos.

Rombo no Polvo disse...

Isto é democracia! :D

Frederica Jordão disse...

O debate é com certeza interessante, especialmente no que toca à essa distinção entre quem faz o que faz por prazer, por necessidade ou "para agradar".
As indústrias do sexo, da pornografia e da imagem em geral subsistem porque há pessoas que dependem delas economicamente - na sua perspectiva mais injusta e exploratória, porque há quem goste realmente do que faz e procure aprofundar a questão laboral que lhe assiste por forma a conquistar direitos, porque há uma sociedade que, como bem refere a Andrea, tem um espaço de consumo permissivo (e que, pelos vistos, não acompanha os rigores morais que simultaneamente cultiva). Este contexto aplica-se em particular ao caso de Bruna Leal mas também à publicidade como exemplo paradigmático: para referir alguns exemplos em que isto é válido lembro o uso da imagem de crianças em publicidade e, de uma outra forma, as limitações impostas às jornalistas e aos jornalistas no uso da sua imagem em publicidade (justas, a meu ver, embora isto dê outro debate).
As indústrias do sexo estão aí, são um facto inelutável da cultura ocidental e, com matizes diferenciados, de todas as outras. A verdade é que ninguém pergunta - e cada vez menos, a julgar pela qualidade dos serviços e pelos graus de satisfação das trabalhadoras e dos trabalhadores - a alguém que seguiu engenharia, medicina ou antropologia se gosta do que faz, se o faz por prazer ou se para "agradar".
Acredito que a única forma de fazer uma triagem entre aquelas e aqueles que seguem esta via seria legislar acerca dos seus direitos e deveres na esfera do trabalho, da assistência social e de saúde.
Certamente, legislar não resolve todos os problemas - a Lei não funciona como forma de higienizar as mentalidades, embora ajude um pouco. O que permitiria, sem dúvida, era regulamentar do lado das entidades empregadoras as condições em que o trabalho acontece, a relação entre força e valor de trabalho, etc.

Alex disse...

"Se a rapariga não mistura as 2 actividades porque é que se apresenta a dar aulas com um decote a rebentar pelas costuras? para os alunos prestarem atenção à matemática? eu não perceberia 2+2!! Sempre que ela estivesse à minha frente a exibir-se, não só durante as 3 semanas da polémica!"

Esse argumento, juntamente com o argumento "elas apresentam decotes e eles tem que se conter" é profundamente bárbaro. Jaz nessa arguemntação certas reduções de penas de violação porque a menina ia de saia " a pedi-las", assim como
atenuantes em casos de traição e violencia. Somos seres pensantes, como tal devemos ser capazes de resistir e lidar normalmente com o desejo!isso parece-me bastante óbvio! Eu tive mais que um professora de decote, concerteza ouviu barbaridades a rodos, mas não me recordo de ter tido dificuldades de aprendizagem por isso!
Quanto ao resto, sim concordo que há uma exploração da imagem em revistas generalistas e especializadas (lol), mas visto que eu não sou cónego não me cabe a mim julgar a pertinencia ou não dessas fotos, nem usá-las para denunciar o contribuito para a superficialiazação da condição feminina! O que me irrita é ver vanguardistas que se arrogam no direito,qual teoria da carneirada, a julgar as outras, ou ainda pior, a encontrar teorias pseudo-psicologicas para as justificar com teorias da auto-estima! como a vitimização da tal bruna, ás tantas ela é uma vitima de uma socidade que exige determinados parâmetros que ela se viu forçada a cumprir perante fraca auto-estima. Em alguns casos isso até poderá ser verdade, mas é precisamente por pontos de partida perniciosos como esses que se generalizam situações partindo de mecanismos no fundo tão familiares aos do sistema patriarcal, ou a dicotomias foucultianas envenenadoras.

Rombo no Polvo disse...

(hum... puz questões perante quem pensa diferente até pq quero mesmo aprender com essas pessoas e tentei deixar claro aqui e + directamente, q não era contra ninguém, por isso, desculpa, mas se te irrita, coça!)

Já noutra questão, Alex, não és cónego... nem mulher. Daí a tua vivência não se pautar pelas mesmas experiências de vida que ultrapassam muito qq teoria bem-falante... sujeita às barbaridades que referes e a inúmeras outras estive eu de certezinha mto + do que tu... ser mulher ainda pode ser mto duro, não é assunto a que a pessoa tenha obrigação de se alhear de emitir opiniões para não incomodar quem se sente numa boa condição.

Há coisas que claramente as pessoas só entendem qdo lhes toca na pele e foi por isso que neste assunto pedi mto + a opinião de outras mulheres, havendo ainda assim a diferença de vivências, de local de morada, etc...

Eu só espero que, à tua maneira, não sejas machista, que permitas a igualdade mesmo, o resto são peenuts...
;)

Alex disse...

peço perdão por ter opinado, escapou-me a parte da discussão vedada a mulheres...era eu a querer sentir na pele essa descriminação, qual antropologo numa tribo amazónica ahahah
acho que te conheço, mas mesmo nao sendo esse o caso os melhores cumprimentos! (:

Rombo no Polvo disse...

não tenho ideia de ti, mas se quiseres mandar-me um e-mail, agradeço:
rombonopolvo@yahoo.com.br

Anônimo disse...

As pessoas ligadas á industria do sexo ou pornografia não devem ter profissões ligadas a crianças .Pois nunca se sabe o que está por detrás .AS REDES DE PEDÓFILIA TUDO FAZEM PARA SE APROXIMAREM DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES .JÁ NOS CHEGA A CASA PIA E CASOS DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS.E OS PAIS TEM QUE SE PREOCUPAR E DUVIDAR.

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