pedro passos coelho funde-se com a cip

Ontem, os patrões da indústria portuguesa fundiram as suas três associações. Onde antes se lia CIP (Confederação da Indústria Portuguesa), AIP (Associação Industrial Portuguesa) e AEP (Associação Empresarial de Portugal), passa agora a ler-se simplesmente CIP. Porém, ao abrigo do novo acordo ortográfico patronal, CIP passa a querer dizer Confederação Empresarial de Portugal. De uma assentada, toda esta gente passa a estar representada na Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), coisa que até ao momento era privilégio apenas da CIP/aao (antes do acordo ortográfico).
Provavelmente, a bolsa terá reagido com entusiasmo a esta fusão, uma vez que António Saraiva, presidente da CIP/aao e actual presidente da CIP/dao, anunciou já que «poderá haver despedimentos nas estruturas associativas actuais, mas que só depois da definição da estrutura final, que deverá estar pronta até Dezembro, será possível quantificar essas reduções». A questão é, tão-somente, saber quantas pessoas vão receber a temida carta de despedimento.

A porta das fusões ficou ainda aberta para outros empregadores com assento na CPCS.

A este repto respondeu imediatamente Pedro Passos Coelho. Para se tornar credível, uma vez que ainda não tem assento na CPCS, apesar de imaginar que isso esteja para breve, anunciou que, para acabar com um Estado «que enfia pela goela abaixo o social que cada Governo quer», fará uma revisão constitucional que acabará com essa «vermelha» tendência da educação e da saúde públicas.
[A imagem é de Barbara Kruger]

Um comentário:

kandimba disse...

Nada disso, CIP é Confederação Impresarial de Portugal (nota: para se dizer correctamente há que carregar bem no I).

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