Futebol e a paz entre os povos
G20/Toronto: Aonde é que pára a polícia?
Absentismo escolar? Suspende-se o abono de família.
"Não vivemos acima das nossas possibilidades"
Será que o Governo e, já agora, o "PPD PSD" leram este e outros estudos? O de Alfredo Bruto da Costa Um olhar sobre a pobreza , por exemplo, também lhes dava jeito e permitiria já agora ao CDS deixar de (só) ser, se é que consegue, demagógico e intelectualmente desonesto quando fala à boca cheia do Rendimento Mínimo. Mmhh...Não me parece.
Sim, esse mesmo governo que negoceia e subscreve uma Estratégia UE 2020 em que os Estados Membros se comprometem a reduzir de 25% o número de europeus/eias vivendo abaixo dos limiares de pobreza nacionais. Não estou bem a ver como pretendem lá chegar, se bem que ainda falta muito para 2020 não é? Na verdade, também não parecem ter grande noção que o salário médio em Portugal é de menos de 680 euros. Ah , e que estamos em 9º lugar no ranking europeu da pobreza. E que estamos no TOP 3 dos países mais desiguais da UE. Que apenas 9% dos/as nossos/as empresários/as têm uma licenciatura. Que 65% dos/as trabalhadores/as por conta de outrém tem um nível de instrução inferior ao ensino primário ou secundário inferior. Essas coisas que o António Barreto, por exemplo, sempre disponível para botar faladura poderia com o seu Retrato Social de Portugal actualizado dizer-lhes. Enfim, minudências ...
Fica aqui um excerto:
Este estudo diz nos duas coisas:
A primeira é evidente para quem conheça o País: os portugueses não vivem acima das suas possibilidades. Vivem abaixo delas. Há uma minoria, isso sim, que garante para si a quase totalidade dos recursos públicos e privados. Somos, como se sabe, o País mais desigual da Europa. Temos dos gestores mais bem pagos e os trabalhadores que menos recebem. Somos desiguais na distribuição do salário, do conhecimento, da saúde, da justiça. E essa desigualdade é o nosso problema estrutural. É esse o nosso défice. Ele cria problemas económicos - deixando de fora do mercado interno uma imensa massa de pessoas -, orçamentais - deixando muitos excluídos dependentes do apoio do Estado -, sociais, culturais e políticos.
Adenda: já agora também vale a pena ler esta notícia sobre o mesmo estudo e esta.
Honduras: 1 ano depois
G20 em Toronto: Mais imagens que não passam no telejornal
Reportagem da Real News Network sobre a repressão policial aos manifestantes e jornalistas na cidade que acolheu a reunião do G20.
Independência ou morte!
Flor do Deserto - a Mutilação Genital Feminina em filme
Fui ontem à antestreia do filme A Flor do Deserto. Este filme, em exibição por toda a Europa, e, a partir de hoje, nos cinemas em Portugal, baseia-se no best seller de Waris Dirie em que a autora conta a sua história: nascida na Somália, numa família vivendo em pobreza extrema, excisada aos 5 anos, vendida para casar aos 13. Waris foge, quase morre, recorre à sua avó que pouco mais faz do que colocar Waris a trabalhar, sob exploração, junto de diplomatas somálios em Londres. Com o regresso dos/as diplomatas à Somália Waris fica na rua sem qualquer tipo de rede de apoio. Não entrando muito em pormenores, a história de Waris é conhecida: acaba por se tornar numa supermodelo e, simultaneamente, usa a sua notoriedade para contar a sua história e alertar para o grave problema de saúde pública, de violência contra as mulheres, de atentado aos direitos humanos que constitui a MGF, sendo escolhida para Embaixadora das Nações Unidas.
É um filme forte que ao mesmo tempo pode parecer, por vezes, demasiado "leve" no tratamento desta temática e das outras que são abordadas (tráfico, uso do corpo das mulheres, situação das/os refugiados/as, etc), contingências de um filme que quer chegar ao grande público. Ainda assim, claramente, recomendo. Estar nos circuitos da grande distribuição e querer chegar ao "grande público", baseando-se num livro autobiográfico, é também a sua mais valia: porque informa, alerta, sensibiliza quem possivélmente não o estava e para quem estava, ou pensava estar, volta a reforçar o sentimento de que é urgente (ainda que saibamos muito díficil) acabar com esta prática.
E salienta dados que nenhum/a de nós deve esquecer: 6000 crianças/jovens, por dia, são vítimas desta prática. 130 milhões por ano...
E se estivessem quietinhos?
Para poupar trabalho, posso avançar já que não, não incorro no mesmo erro que aponto em cima. É precisamente por condenar a violência policial (até porque, embora não de forma física, já fui alvo dela) que alguns argumentos me parecem perfeitamente disparatados.
E pronto, espero que a violência deste vídeo ofenda menos que o sexo de outros.
Saramago? Qual?
Adorava o José Saramago-político.
Gostava assim-assim do José Saramago pessoa.
Tinha uma opinião francamente positiva em relação ao José Saramago homem.
O José Saramago-jardineiro era um desastrado.
O José Saramago-contador-de-anedotas-em-castelhano era um prato!
Era impecável o José Saramago-vizinho.
O José Saramago-colega-de-quarto era um desleixado inacreditável.
O José Saramago-marido era muito atencioso mas deixava sempre o tampo da sanita levantado.
Com que então, quiseram apoiar o Manuel Alegre né?
“essas medidas de ataque ao estado social, não vão resolver o problema e vão conduzir a uma outra crise.”
O ex-Presidente da República diz estar de acordo com o desagrado manifestado pelas centrais sindicais e acusa o Governo de estar a privilegiar políticas neo-liberais que só protegem os ricos.
Com que então quiseram, ainda que tarde e a más horas, apoiar o Manuel Alegre não é? Não perdem pela demora..:)
Agarram'as mamas!
Apoios sociais? Apoios quê? Mmhh...Não. Não conheço.
1 — O presente decreto -lei estabelece as regras para a determinação dos rendimentos, composição do agregado familiar e capitação dos rendimentos do agregado familiar para a verificação das condições de recursos a ter em conta no reconhecimento e manutenção do direito às seguintes prestações dos subsistemas de protecção familiar e de solidariedade:
a) Prestações por encargos familiares;
b) Rendimento social de inserção;
c) Subsídio social de desemprego;
d) Subsídios sociais no âmbito da parentalidade.
a) Apoios no âmbito da acção social escolar e da acção social no ensino superior público e não público;
b) Comparticipação de medicamentos e pagamento de taxas moderadoras;
c) Pagamento das prestações de alimentos, no âmbito do Fundo de Garantia de Alimentos a Menores;
d) Comparticipação da segurança social aos utentes das unidades de média duração e reabilitação e aos utentes das unidades longa duração e manutenção, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados;
e) Apoios sociais à habitação atribuídos pelo Estado quando tal atribuição dependa da verificação da condição de recursos dos beneficiários;
f) Outros apoios sociais ou subsídios atribuídos pelos serviços da administração central do Estado, qualquer que seja a sua natureza, previstos em actos legislativos
ou regulamentares
Mais violência nas esquadras, agora na Amadora
Faites vos jeux, rien ne va plus
«Escrevo este texto de Dusseldorf.»
Ai sim? Eu escrevo da casa de banho, que tenho wireless.
