DE ROMA

Em Beja, os ciganos foram transladados para um bairro na periferia, logo ao lado do canil municipal, separados da vista e do coração da cidade por um muro de 3 metros de altura. Prometeram-lhes jardins, quintais e se calhar até água canalizada!

O encantador presidente da câmara, Jorge Pulido Valente, diz que até quis manter os ciganos por perto, já estava habituado a eles. Mas se ao menos mantivessem as casas limpinhas, se calhar até dormem no mesmo quarto e partilham chinelos. Que animais! E lamenta com a voz embargada “é como nalguns bairros da África do Sul, não há nada que resista”.

Se se portarem bem, daqui a 5 anos são reintegrados noutras zonas, para o bem deles. Por um lado, não se acomodam demasiado ao local, por outro “nós sabemos que nem os ciganos gostam de viver uns com os outros”. Este inefável senhor devia passar uns dias nesta colónia:

2 comentários:

falaferreira disse...

Podiam ter colocado que o executivo camarário é do PS. Leitor atento do Minoria Relativa, fora de Portugal à 5 anos e por isso mesmo distraído da política, fiquei angustiado a pensar que foi algum meu camarada que fez esta barbaridade. Afinal perdemos a câmara nas últimas autárquicas.

Cátia Guerra disse...

O actual presidente de câmara é do PS e é o autor das fantásticas afirmações. Mas foi o presidente anterior, Francisco Cruz dos Santos da CDU, que criou este resort de lixo. Isto para camaradas, está fraco.

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