
Faleceu no domingo Matthew Lipman: ex-professor de Lógica que se tornou no precursor da Filosofia com Crianças. Influenciado pelo pragmatismo progressista de Dewey e pela Psicologia do desenvolvimento Vygotsky, Lipman procurava trabalhar as capacidades de raciocínio crítico das crianças (e não fazê-las aprender Filosofia académica como se caricaturava) através de um método de trabalho colaborativo, a comunidade de investigação filosófica, espaço de tolerância à diferença e de aprendizagem da escuta ao outro, e do poder da ficção (utilizava contos filosóficos para despoletar as questões filosóficas que interessavam às crianças e a partir das quais trabalhavam).
Fica a homenagem a quem procurou trabalhar para potenciar o espírito crítico, contra a maré de resignação.
2 comentários:
Usei uma entrevista do tipo à Visão na minha aula assistida. Depois pesquisei umas coisas e fiquei bem impressionado. Ah, dava aulas ao 10.º Filosofia, não à 4.ª classe. Agora não me lembro, mas o recurso ao Lipman tinha alguma lógica. Pelo menos pareceu-me...
Apesar do método se chamar Filosofia para crianças, o currículo do Lipman chega até à parte do Secundário (tem livros sobre ética, estética e lógica que podem ser trabalhados em Filosofia no Secundário).
Postar um comentário