
Numa análise por empresa, Geely desce para uma posição modestíssima. É natural que assim seja, pois a sua entrada é recente num mercado onde compete com as já estabelecidas empresas norte-americanas, europeias, japonesas e sul-coreanas. Neste contexto, uma das principais novidades dos últimos anos foi mesmo a crescente presença internacional da indiana Tata Motors que comprou à Daewoo uma unidade de veiculos comerciais, produz veículos pesados em Zaragoza, e adquiriu, em 2008, a emblemática Jaguar Land Rover.
A aquisição da Volvo por parte da Geely fará parte de uma estratégia mais consequente de internacionalização, com vista à entrada no mercado europeu e norte-americano, ganhar dimensão e capacidade, diversificar a sua oferta em diversos segmentos e de transferência de know-how para a empresa mãe. Seria interessante perceber se esta estratégia será util também para se consolidar no país que em breve terá o maior mercado interno mundial.
A Geely está muito longe de pertencer às 500 maiores empresas mundiais e o negócio de 1,8 biliões de dólares nem é muito chorudo. A China possui já um importante sector bancário e grandes industrias petroquímicas e de infra-estruturas. Tem procurado assegurar o acesso a matérias-primas, sobretudo em África. As suas exportações permitiram crescimentos sustentados elevados, balanças comerciais altamente favoráveis e uma imensa acumulação de capital que procura agora ser reenvestido. Muito deste optará (e tem optado) pela solução financeira, mas parece-me que, depois da Geely, seguir-se-ão muitas outras empresas chinesas, tornando-se numa presença constante no cenário económico global.
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